4 dias em Foz do Iguaçú – Paraná

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Chegamos atrasadas ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek – Brasília (BSB) e não poderíamos mais despachar nossas bagagens da maneira convencional, foi aí que nos deram duas opções: comprar outra passagem ou despachar por cargas. Fomos até a loja da LATAM no aeroporto, pesquisamos pelo próximo voo, mas as passagens estavam quase R$2.000 para Congonhas, foi então que desistimos dessa possibilidade e resolvemos despachar por cargas. As duas malas ficaram R$240 e poderíamos pegar a noite no Terminal de Cargas de Congonhas. Corremos para o embarque sem malas e conseguimos entrar na aeronave no último minuto. Chegamos a São Paulo, passamos o dia conhecendo a cidade e a noite fomos ao Terminal pegar nossas bagagens. Tudo certo, no outro dia de manhã, partiríamos para Foz do Iguaçú para dar início a nossa viagem.

POST >> Quer saber como foi minha passagem por São Paulo? Clique aqui!

PERÍODO DA VIAGEM: 25 à 29 de agosto de 2016 – inverno.

Nosso voo era às 10:00 da manhã, mas como São Paulo tem um trânsito super caótico e em Congonhas estão pedindo para chegar com 2 horas de antecedência para voos nacionais, resolvemos madrugar. Às 08:00 da manhã já estávamos com as bagagens despachadas e sentadas na sala de embarque esperando dar a hora do nosso voo.

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Vista aérea da cidade de São Paulo – saindo de Congonhas

Partimos do Aeroporto de São Paulo-Congonhas (CGH) com destino a Foz do Iguaçú conforme o horário do voo. Sentei na janela do lado esquerdo da aeronave e consegui ver alguns pontos turísticos de Foz, como: Usina de Itaipú e Ponte de Amizade. Gostaria de ter visto as Cataratas, mas creio que deveria ter me sentado do outro lado.

Vista de cima de Itaipú - vertedouros abertos
Usina de Itaipú – vista do avião

Desembarcamos no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçú (IGU) e fomos pegar nossas malas. O aeroporto é muito pequeno, mas as malas demoraram muito para chegar na nossa esteira.

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Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçú

Mais ou menos 12:30 conseguimos sair do aeroporto e pegamos um taxi com destino ao nosso hotel. Andar de taxi em Foz é bem caro, portanto, evite o quanto puder. Pagamos quase R$50 até nosso hotel, que ficava a menos de 15 minutos do aeroporto.

A partir de agora, contarei como foram nossos 4 dias em Foz do Iguaçú e arredores:

| CIUDAD DEL ESTE | PUERTO IGUAZÚ |

1º dia – CIUDAD DEL ESTE – PARAGUAI:

Ao chegarmos ao Hotel Manacá em Foz do Iguaçú, deixamos nossas malas após o check in ser feito e partimos para Ciudad del Este – Paraguai.

E sobre este dia, fiz um post exclusivo, contando tudo que visitei por lá. Para conferir, clique aqui!

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Ciudad del Este – Paraguai

Após passar o dia no Paraguai, retornamos ao hotel. Descobrimos que tinha uma agente de turismo vendendo pacotes para os passeios em Foz e também uma lojinha de souvenir muito baratinha, com lembrancinhas lindas. Resolvemos sentar com a agente e fechar os passeios para os próximos dias, uma vez que estávamos com os dias bem apertados e precisávamos nos planejar para dar tudo certo.

Como fomos de avião para Foz e andar de taxi era muito caro, fechamos todos os passeios com transporte + guias incluídos e foi a melhor coisa que fizemos. Abaixo colocarei os preços que pagamos pelo combo e quais passeios estavam incluídos nele. Existem outras opções de locomoção em Foz do Iguaçú. Vocês tem a opção de alugar um carro ou utilizar um transporte público, mas confesso que nenhuma das duas me agradou muito, então, preferi contratar pela agência mesmo.

O que paguei pela agência:

Ice Bar Iguazú (Puerto Iguazú – Argentina) + transporte + guia

Cataratas do Iguazú (Puerto Iguazú – Argentina) + transporte + guia

Cataratas do Iguaçú (Brasil) + Parque das Aves + Macuco Safari + transporte + guia

= R$498

Após fecharmos os passeios, fomos para o quarto descansar, pois, o próximo dia reservava muitas maravilhas.

2º dia – CATARATAS DO IGUAÇÚ, PARQUE DAS AVES e MACUCO SAFARI:

O segundo dia fomos conhecer uma das 7 Maravilhas da Natureza, as Cataratas do Iguaçú do lado brasileiro, Patrimônio Natural da Humanidade desde 1939.

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Parque Nacional do Iguaçú – lado brasileiro

Começamos o passeio bem cedo e paramos em uma lojinha chamada “Três Fronteiras Artesanato e Chocolate Caseiro”. Não caiam nessa, preços de souvenir muito altos e os chocolates são horríveis. Só desperdicei dinheiro nessa loja.

Saindo de lá, fomos para o Parque Nacional do Iguaçú começar nosso passeio pegando um ônibus do próprio parque, até o começo da trilha para as quedas.

Vocês sabiam que somente 25% das 275 quedas estão do lado brasileiro?

O primeiro contato com elas é impressionante! As primeiras que avistamos, são as quedas do lado argentino.

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Vista das Cataratas del Iguazú no lado brasileiro

Seguimos pela trilha e o contato com os respingos vai ficando mais intenso a cada metro. Me disseram para comprar capas de chuva, mas não vale a pena, afinal, vocês vão se molhar com ou sem capa de chuva. Na garganta do diabo então é impossível não molhar.

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Passarela para a Garganta do Diabo – Cataratas do Iguaçú – lado brasileiro

A passarela de acesso à Garganta do Diabo é gigante e é o contato mais próximo que você terá com as quedas do lado brasileiro. Tire muitas fotos, procure os arco-íris e aproveite o momento, afinal, não é todo dia que conhecemos uma das 7 Maravilhas da Natureza.

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Garganta do Diabo – Cataratas do Iguaçú – lado brasileiro

Próximo ao topo das quedas existe um mirante. Vale muito a pena subir e se molhar para curtir aquela vista panorâmica das cataratas. Ao descer do mirante, essa é a vista! Um ângulo mais lindo que o outro…

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Cataratas do Iguaçú – lado brasileiro

Fomos até a praça de alimentação para almoçar, mas não achei os preços tão caros quanto li em relatos. Pedi um hambúrguer com batatas fritas e refrigerante e achei o preço justo.

Não sei vocês, mas eu fico muito mal humorada quando estou com fome e conseguir comer naquela praça de alimentação é um teste de paciência. Existem mil quatis pelo Parque e onde tem comida eles estão. Tive que disputar a minha batata frita com um deles, tem lógica? Achei simplesmente irritante comer e ficar preocupada se eu ia ser roubada por quatis. Creio que a melhor opção seria uma praça de alimentação que tivesse pelo menos uma tela, para evitar a entrada deles e deixar os turistas mais a vontade. Muito cuidado com suas mochilas, principalmente se tiver comida, eles passam a mão mesmo e não adianta correr e nem tentar pegar porque eles são ágeis, sem contar que podem te ferir gravemente com mordida ou unhada.

Dentro do Parque Nacional do Iguaçú, podemos pegar um ônibus gratuito que leva até o passeio do Macuco Safari. Neste passeio não é necessário fazer pré reserva, já que os barcos saem toda hora e atendem rapidamente a demanda.

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Macuco Safari

O passeio começa no carrinho que simula um safari e passa por dentro da mata que cerca o Parque Nacional do Iguaçú. A guia foi parando e explicando sobre a flora e a fauna do local, é bastante interessante.

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Macuco Safari – safari

Descemos no receptivo do passeio, onde tem lojinha, lanchonete, banheiros e guarda volumes. Importante deixarem tudo que não pode molhar lá ou levar capinhas impermeáveis para o celular, pois, até no “passeio seco”, você vai se molhar.

Do receptivo até o rio, descemos em um funicular e em seguida fomos para o barco.

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Macuco Safari – funicular

Escolhemos o passeio molhado, que passa por baixo de algumas quedas das Cataratas e tem 20 minutos de pura emoção. É muito válido!

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Macuco Safari – perto das Cataratas

Se você escolher o passeio molhado, nem precisa gastar dinheiro com capa de chuva, como os chineses que estavam no mesmo barco que a gente (foto abaixo) haha… coloque roupa de banho e entre no clima. Cuidado com os óculos quando a queda bater no seu rosto, a força da água é grande!

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Macuco Safari – lado brasileiro

Acabando o passeio do Macuco Safari, pegamos outro ônibus que nos levou até o receptivo do Parque, para conhecer outro local. Dessa vez era só atravessar a rua do Parque Nacional do Iguaçú e já estávamos no Parque das Aves.

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Parque das Aves – entrada

O Parque tem uma variedade enorme de animais e faz um trabalho bem bonito de resgate a animais que foram contrabandeados/maltratados e foram apreendidos pela Polícia Federal na fronteira. A visita é muito válida!

Parque das Aves
Parque das Aves – última parada

Saindo do Parque das Aves, pegamos um transporte de volta para nosso hotel, que já estava incluído no pacote. Chegamos ao hotel muito cansados e tínhamos que descansar porque o próximo dia seria ainda mais puxado. Iríamos conhecer o lado argentino das Cataratas.

3º dia – CATARATAS DEL IGUAZÚ – ARGENTINA:

Em um post exclusivo, conto como foi o dia conhecendo as Cataratas do lado argentino. Para conferir tudo, clique aqui!

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Cataratas del Iguazú – lado argentino

4º dia – USINA DE ITAIPÚ, TEMPLO BUDISTA, MESQUITA e ICE BAR IGUAZÚ:

Nosso dia começou corrido. Havíamos marcado nossa visita a Usina Itaipú Binacional logo no primeiro horário, às 08:00 da manhã. Esse passeio você tem que adquirir antes, pelo site oficial da Usina de Itaipú. Faça a reserva com pelo menos 1 mês de antecedência para garantir a visita na data escolhida.

Pegamos um taxi no nosso hotel com destino a Itaipú. Não me recordo do valor que pagamos pela corrida, mas o percurso durou mais ou menos 20 minutos. Tudo em Foz é longe, acostumem-se!

Importante frisar, que este passeio deve ser agendado e pago (R$74 – circuito especial) antecipadamente pela internet, para não ter surpresas ao chegar a Usina. Outros pontos que devem ser lembrados é que se deve chegar a Usina pelo menos 30 minutos antes, para cumprir todos os trâmites e é terminantemente proibido usar short, blusas cavadas e sandálias que deixem os dedos a mostra para fazer a visita. Precisam estar cobertos!

Chegando a Itaipú fomos trocar nossos vouchers por ingressos na bilheteria, para validar a nossa visita. No balcão principal logo ao lado da bilheteria, pode-se carimbar o passaporte com um carimbo especial de Itaipú, somente a título de coleção mesmo, sem validade legal.

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Carimbos: Itaipú e do Paraguai (entrada e saída)

É só fazer a solicitação a um dos funcionários que estiver no balcão, que prontamente eles carimbam seu passaporte.

Escolhemos o Circuito Especial, o passeio mais completo e que passa por todos os principais pontos da Usina. A visita começa com um pequeno filme que conta sobre a construção e mostra do que Itaipú é capaz. Depois, deixamos todos os nossos pertences em um guarda volumes e só levamos documento com foto, crachá de identificação e o capacete, que em momento algum da visita, pode ser retirado da cabeça.

Itaipú
Usina de Itaipú

Passamos pelos vertedouros, que por sorte estavam abertos, já que isso só acontece 10% do ano sem data prevista. Ou seja, foi muita sorte mesmo!

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Usina de Itaipú

Depois fomos até a Bacia do Rio da Prata, uma imensidão de água que é uma das Bacias abastecedoras da Maior Geradora de Energia Limpa do Mundo.

Itaipú - Bacia do Rio da Prata
Usina de Itaipú – Bacia do Rio da Prata

Enfim, entramos na Usina e a partir deste momento, não é permitido tirar os capacetes amarelos da cabeça. Então fomos conhecer o poço dos esquecidos, o eixo das turbinas funcionando, a sala de comando e muitas outras partes importantes da Usina. O passeio dura 02:30 e foi um dos valores mais bem pagos de toda a viagem. Saber que você está visitando um local tão importante para a humanidade, não tem preço!

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Usina de Itaipú – entrada
Itaipú - Sala de controle
Usina de Itaipú – sala de comando
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Usina de Itaipú – eixo da turbina

A última parte do passeio é onde tem a vista panorâmica de dentro da Usina de Itaipú. Uma grandiosidade impressionante!

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Usina de Itaipú – vista panorâmica

Saindo da Usina, pegamos um taxi e em menos 15 minutos estávamos no Templo Budista. A entrada é gratuita e não é necessário mais de 20 minutos para conhecer o lugar. Muito bem conservado e limpo, é ótimo para fotos e para curtir a paz que todo templo budista nos transmite. O taxista no esperou para nos levar de volta ao hotel.

Chegamos ao hotel e ficamos esperando uns amigos que moram em Foz nos buscar para almoçar e conhecer o Cataratas JL Shopping, melhor shopping de Foz. Almoçamos no restaurante da rede Madero Burguer & Grill e só para variar, pedi o cheeseburguer maravilhoso de lá.

Após o Shopping fomos conhecer e experimentar os famosos doces árabes da Albayan, que fica em frente à Mesquita Muçulmana Omar Iben Khattab. Infelizmente a Mesquita estava fechada para visitação devida à reforma e também por ser domingo. Mas a ida valeu demais só para comer aqueles doces maravilhosos.

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Mesquita Muçulmana Omar Iben Khattab

Retornamos ao hotel para nos arrumar, porque a noite voltaríamos à Puerto Iguazú, mas dessa vez, para curtir o famoso Ice Bar Iguazú.

Sobre o Ice Bar Iguazú e tudo que fizemos em Puerto Iguazú, tem um post exclusivo. Para conferir, clique aqui!

Ice Bar
Ice Bar Iguazú – dentro

Retornamos ao hotel já era tarde…

Fomos descansar, afinal, no dia seguinte, era o dia de voltar para casa!

5º dia – VOLTA PARA CASA:

Logo cedo partimos para o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçú (IGU), onde a recomendação é chegar 2 horas antes dos voos nacionais. E logo entendi o por que…

Temos que passar pelo raio-x da Polícia Federal antes de despachar qualquer bagagem. Se você não declarou aquilo que comprou no Paraguai quando passou pela Receita Federal da Aduana, se for pego agora, nem multa adiantaria pagar, pois, a mercadoria é apreendida e pronto! Portanto, minha dica é: se vai comprar algo valioso no Paraguai e que exceda a cota de US$300 por pessoa, declare na Receita Federal do Brasil que fica na Ponte da Amizade, porque você corre o risco de ficar sem nada se for pego no aeroporto. Como eu não tinha excedido minha cota, passei tranquila pela Polícia Federal e despachei minha bagagem. O Aeroporto de Foz é minúsculo e não tem muitas opções de alimentação, portanto, faça um bom lanche antes de ir para o aeroporto, para não passar fome.

O dia estava chuvoso, sentei do outro lado da aeronave para ver se dessa vez, conseguiria ver as Cataratas de lá de cima, mas a chuva atrapalhou.

Mas a viagem foi incrível e eu amei conhecer Foz do Iguaçú e as cidades que fazem fronteira. Pretendo voltar!


Quer conferir todos os posts de destinos nacionais do Blog? Clique aqui!

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