Saímos de Ouro Preto por volta das 11:00 e o trajeto até Brumadinho durou cerca de 2 horas e meia, com algumas paradas por conta dos reparos que estavam sendo feitos na pista. Achei na verdade o caminho horrível, muita estrada de chão e bem ruim em alguns pontos. Minha dica é que saia bem antes do planejado, porque isso vai atrasar a sua viagem.



Brumadinho, é a cidade mineira que viveu a tragédia de rompimento da barragem da Vale no dia 25 de janeiro de 2019. Felizmente, o rompimento não chegou até o Instituto Inhotim e ele seguiu intacto. Inaugurado em 2004, ele está situado em um local de Mata Atlântica preservada, com cerrado nos topos das serras e é considerado o maior museu a céu aberto do mundo.
Chegando ao Instituto Inhotim, estacionamos e entramos para adquirir os ingressos, então soubemos que as quartas-feiras a entrada é gratuita. Depois de saber disso, entendemos porque tinham tantas excursões de colégios no local. Lá dentro tudo estava bem cheio, se puder evitar as quartas-feiras, evite.
| VALORES: | HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: |
| – R$50: inteira – R$25: meia entrada – Exposições temporárias | – Quarta a sexta-feira: 09:30 as 16:30 – Sábado, domingo e feriado: 09:30 as 17:30 |

Check list do que levar na sua visita ao Instituto Inhotim:
* Repelente
* Protetor solar
* Óculos escuros
* Boné ou chapéu
* Sapato fechado bem confortável, de preferência tênis
* Garrafa d’água, pois tem vários bebedouros disponíveis
Queríamos ter alugado um carrinho de golfe, já que tínhamos apenas meio dia para andar e conhecer tudo, mas todos estavam alugados. Tivemos que fazer todo o trajeto a pé mesmo, o que deixou tudo mais cansativo. Passei na lojinha e comprei uns imãs de geladeira e a minha amiga comprou bala lalka para eu experimentar. Que delícia! Amei!

Não esqueçam de pegar o mapinha de Inhotim na bilheteria, assim que chegarem. Pegando ele, não quer dizer que você não vai se perder, só quer dizer que você vai se perder menos. haha

Vou deixar ele disponível aqui embaixo para vocês baixarem:
Como nós chegamos após o horário de almoço, paramos em um dos restaurantes que ficam dentro do Instituto Inhotim. Comemos pizza e partiu conhecer tudo. Pelo caminho, os jardins de Inhotim dão um show.


Pelo mapa, optamos começar pelo que estava próximo e ir seguindo também por proximidade. Vou mostrar o que conhecemos, mas sem muita exatidão, porque tiveram horas que voltamos para algum lugar, outros momentos seguimos para outro, então não vai ter muita lógica se for seguir pelo mapa acima.
– Yayoi Kusama
Narcissus Garden Inhotim



Passamos pelo primeiro lago, dos vários que tem no Instituto Inhotim. Olha como é maravilhoso!

Na foto acima eu e minha amiga Pri, a melhor guia de Minas Gerais. As pessoas vão começar a te contratar depois de tanta propaganda, mas o TRE não vai querer perder você. haha
Continuando, do outro lado do lago, já podemos avistar algumas obras, como essa bem colorida, que faz o maior sucesso.
– Hélio Oiticica
Invenção da cor, penetrável Magic Square # 5, De Luxe

– Mônica Ventura
A noite suspensa ou o que posso aprender com o silêncio


Agora, uma das partes mais icônicas de Inhotim, os seus dois murais incríveis. Achei as esculturas realistas extremamente realistas. E se eu te falar que elas foram moldadas em de personagens reais da comunidade de Brumadinho? Pode acreditar, é verdade! O artista abordava seus prováveis modelos nas ruas de Inhotim e perguntava se eles queriam fazer parte do seu “projeto”. Com o consentimento e aval do modelo, o artista moldava o seu corpo e pedia para que ele permanecesse imóvel até que o material secasse por completo. O resultado dessa ambiciosa empreitada foi que o artista conseguiu captar muito além da imagem e dos traços de cada personagem, agregando valores e vitalidade à obra. Confira abaixo:
– John Ahearn
“Rodoviária de Brumadinho”

– John Ahearn
“Abre Portas”

Chegamos aos lendários fuscas coloridos que mudam de local em determinadas épocas. Desse vez eles estavam tipo em uma praça, cercada por coqueiros.
– Jarbas Lopes
“Troca-troca”



– Rivane Neuenschwander
“Continente/Nuvem”

– Galeria Adriana Varejão
Inaugurada em 2008, com projeto do arquiteto Rodrigo Cerviño, esta galeria, que reúne obras de Adriana Varejão, não revela do lado de fora o que se apresenta em seu interior. O “edifício cego”, como denominou Cerviño, é uma grande caixa de concreto suspensa sobre um espelho d’água, que, por sua vez, reflete e amplia a natureza ao redor, propondo um diálogo entre arquitetura e paisagem. O ponto de partida para o desenho da galeria é a própria estrutura que ocupava o local anteriormente, um galpão de apoio para a manutenção da antiga fazenda, que, ao ser retirado, deixou um corte marcado na elevação do terreno, utilizado como base para a construção da galeria.



“Panacea Phantastica”

“Escombros do quarto em que dormiam os amantes e suas vísceras”


“O Colecionador”

“Celacanto Provoca Maremoto”


“Carnívoras”

– Rommulo Vieira Conceição
“O espaço físico pode ser um lugar abstrato”


– Yayoi Kusama
“I’m here, but nothing”






Antes de finalizar, ainda paramos para admirar mais um dos lagos maravilhosos que eles tem por lá. Podem perceber que já estava começando a escurecer.



Agora chegamos mais perto da obra que vimos do outro lado do lado no início da visita. Ela foi construída postumamente, a partir das instruções deixadas por Hélio Oiticica em textos, plantas, maquetes e amostras. O uso do termo square, que traduzido para português pode significar tanto “praça” quanto “quadrado”, revela elementos fundamentais para o pensamento do artista: o interesse pelo espaço público como lugar de encontro e a herança da tradição geométrica em sua formação.
– Hélio Oiticica
Invenção da cor, penetrável Magic Square # 5, De Luxe

Para finalizar, virei um pontinho branco no meio dessa imensidão verde de Inhotim. Que dia top!

Saindo do Instituto Inhotim quase na hora do pôr do sol e pegando a estrada rumo a Belo Horizonte. A volta foi tranquila e com esse pôr do sol aí de presente.

Daqui um tempo, vou postar aqui como foi conhecer Belo Horizonte, uma cidade que me encantou demais.
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