O que fazer na Avenida Paulista? – São Paulo

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Chegou o dia de conhecer melhor a Avenida Paulista. Na minha primeira vez em São Paulo, eu apenas havia passado de carro por ela, mas dessa vez eu ia explorar de uma ponta a outra e estava muito animada.

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Nesse dia, combinei de encontrar com a minha amiga, que até então era apenas virtual, a Cláudia Zamora, que também tem um instagram de viagens e com o esposo dela, o Leandro. Combinamos de encontrar na Padaria Bella Paulista e enquanto não chegavam, fiz um lanche rápido. Pedi uma coxinha, um café expresso e uma água mineral, e no final paguei R$30 hahaha. Achei meio salgado o preço lá, mas com certeza, é assim por ser um local tradicional.

Então nos encontramos e seguimos em linha reta pela Rua Haddock Lobo até chegar na Avenida Paulista. Iniciamos a caminhada no comecinho da Paulista.

Por toda a Avenida Paulista, tem vários artistas se apresentando. Muito bacana!

A primeira parada foi no Méqui 1000, mas estava completamente lotado. A loja comemora o feito das 1000 unidades da marca Mc Donald’s no Brasil. Cheio de barracas em frente ao prédio e nem consegui tirar uma foto bonitinha para postar aqui. Então, foi essa acima mesmo!

Seguindo pela Paulista, entramos no Parque Tenente Siqueira Campos, mais conhecido como Parque Trianon, que foi inaugurado no dia 3 de abril de 1892, um ano após a abertura da Avenida Paulista. Dentro de seus 48,6 mil m² de área verde, o Parque incorpora uma vasta vegetação composta por espécies remanescentes da Mata Atlântica, sendo a maior área do bioma em toda Avenida Paulista.

Em frente ao Parque Trianon está o museu mais icônico de São Paulo, o MASP (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand). Inaugurado inicialmente em 1947 em outro local, em 7 de novembro de 1968 passou a ter sua nova sede na Avenida Paulista. É considerado uma das mais importantes instituições culturais brasileiras, que é particular, mas não possui fins lucrativos.

<- Parque Trianon – MASP ->

É muito conhecido pelo vão de mais de 70 metros que se estende sob quatro enormes pilares, o edifício é considerado um importante exemplar da arquitetura brutalista brasileira, sendo tombado pelas três instâncias de proteção ao patrimônio: IPHAN, Condephaat e Conpresp.

Nesse dia eu não entrei, mas estive em São Paulo alguns meses depois e fui conferir como é o MASP por dentro. Confiram agora como foi essa experiência!

O MASP funciona de 10:00 as 18:00 – terça-feira, sábado e domingo e de 10:00 as 19:00 – quarta a sexta-feira, encontrando-se fechado nas segundas-feiras. O pagamento funciona um pouco diferente do que em outros museus que já visitei, sendo que o visitante faz uma contribuição voluntária de R$50, R$30, R$15 ou R$0,00 (gratuito) pelo site oficial. Vale lembrar que é fundamental essa contribuição para que um dos mais renomados museus do país, se mantenha em funcionamento.

Já dentro do MASP, parei na primeira exposição: “A mesma história nunca é a mesma” de Luiz Zerbini, um dos principais nomes da arte contemporânea latino-americana, e esta é sua primeira individual em um museu em São Paulo. A mostra reúne cerca de 50 trabalhos, em sua maioria inéditos, em que é possível ver características de sua diversa produção: o interesse na pintura, na monotipia, na instalação, na paisagem e na botânica, a paleta multicolorida e os diálogos entre abstração, geometria e figuração.

A exposição inclui cinco pinturas de grandes dimensões, quatro delas produzidas especialmente para a mostra, em que o artista revisita de maneira crítica a pintura histórica. Utilizada para representar eventos marcantes de uma nação, como guerras, batalhas, independências e abolições, a pintura histórica frequentemente os idealiza ou romantiza, a serviço de uma certa ideologia.

Na parte de cima, encontrei a segunda exposição: “Abdias Nascimento – um artista panamericano”, a maior exposição dedicada ao trabalho visual do artista, ativista, escritor, dramaturgo, ator, diretor de teatro, poeta, jornalista e professor universitário Abdias Nascimento (Franca, SP, 1914 – Rio de Janeiro, 2011), uma figura fundamental na vida politica e cultural brasileira recente. Além de intelectual, Nascimento foi deputado federal e senador pelo Rio de Janeiro, e um prolinco pintor.

Em seus quadros figuram personagens, iconografia, insígnias e temas de religiosidades afro-brasileiras, elaboradas em diálogo com a tradição da abstração geométrica e na representação dos símbolos africanos, como os adinkras. A mostra reúne 61 pinturas realizadas no longo de três décadas, de 1968 a 1998, o período mais frutífero da obra do artista.

Em frente a exposição tinha uma lojinha com souvenirs e peças dos próprios artistas.

Subindo mais um andar, cheguei na terceira exposição: “Volpi popular – Alfredo Volpi: Between the Modern and the people”, esta exposição abrange cinco décadas da carreira de Alfredo Volpi (Lucca, Italia, 1896 – São Paulo, Brasil, 1988) e tem como enquadramento o contínuo interesse do artista por imagens, narrativas e personagens da cultura popular brasileira.

Com 96 pinturas, a mostra está organizada em 7 núcleos temáticos não cronológicos: Santas e Santos; Retratos; Marinhas; Temas náuticos e lúdicos; Cenas urbanas e rurais; Fachadas; e Bandeirinhas e Mastros.

Antes de partir para a próxima exposição, tivemos um encontro inusitado no MASP.

Agnaldo Araujo – Secretaria de Turismo de Pirenópolis
Shirlene Alvares – Região Turística Pegadas no Cerrado
Priscila Vilarinho – SEBRAE GO

Segui para a última exposição, realizada pelo Ministério do Turismo e Bradesco: “Acervo em transformação”, que se trata de uma exposição de longa duração da coleção do MASP. As obras são instaladas nos cavaletes de cristal – placas de vidro encaixadas em blocos de concreto – que ficam dispostos em fileiras na sala ampla, sem divisórias, do segundo andar do museu.

O espaço aberto, fluido e permeável da galeria oferece múltiplas possibilidades de acesso e de leitura, eliminando hierarquias e roteiros predeterminados. Retirar as obras das paredes e colocá-las nos cavaletes possibilita ao visitante caminhar entre elas, como em uma floresta de obras que parecem estar suspensas no ar.

E assim, finalizei essa visita que me deixou apaixonada pelo MASP, agora, pelo lado de dentro! ♥

Seguindo pela Paulista, a próxima parada foi no Centro Cultural FIESP, que para mim foi uma surpresa e não estava nos planos para visitar, ainda mais com entrada gratuita. Me surpreendi com tudo lá!

Estava com algumas exposições, mas visitei apenas duas: “Era uma vez o Moderno (1910 – 1944)”, a mostra reúne diários, cartas, manuscritos, fotos e obras dos artistas e intelectuais que fizeram parte de diversas iniciativas em torno da implantação de uma arte moderna no Brasil, entre 1910 e 1944. Contando com mais de 300 obras e documentos, fará o público revisitar três décadas dessa história e, em especial, conhecer as produções dos autores e pensadores que participaram da Semana de Arte Moderna, em 1922, cujo centenário se dará em fevereiro do próximo ano.

Também visitei a exposição “DARWIN – Origens & Evolução”, que encontrava-se no subsolo, que foi estendida até 27 de fevereiro desse ano, devido ao sucesso que vem fazendo desde julho de 2021. É uma experiência gratuita que engloba arte, ciência, conhecimento e biodiversidade, e que apresenta a trajetória do biólogo inglês, considerado o principal teórico do evolucionismo.

Saindo da FIESP, fui visitar o Itaú Cultural, que também estava recebendo exposições temporárias riquíssimas. Uma delas era a 54ª Ocupação Itaú Cultural apresentando a vida e a obra de um dos mais importantes artistas circenses do Brasil, o Benjamim de Oliveira, que começou sua jornada como palhaço e, durante mais de cinco décadas, atuou nos palcos-picadeiros e bastidores do circo. Artista múltiplo, foi ginasta, acrobata, músico, cantor, dançarino, ator, autor de músicas e peças teatrais e diretor de companhia.

Outra exposição era a 53ª Ocupação Itaú Cultural, falando sobre a vida e obra de Paulo Freire. A exposição, que integra a rede de instituições e programações parceiras da 34ª Bienal de São Paulo, faz um convite ao público: venham conhecer – e reinventar – a prática desse professor que nos orienta a redescobrir as palavras e a reescrever o mundo.

Bem ao lado do Itaú Cultural, está o SESC Avenida Paulista, que possui um dos mirantes mais procurados de São Paulo, com uma das vistas mais incríveis da Paulista, mas infelizmente, ele também estava lotado no dia da minha primeira visita.

Eu não dei sorte da primeira, fui para São Paulo em um final de semana prolongado em comemoração ao aniversário da cidade, mas em abril, quando retornei a São Paulo, consegui reservar antes e dessa vez, deu certo de conhecer o mirante!

Entrei no site oficial do SESC Avenida Paulista com alguns dias de antecedência da data que eu gostaria de ir e consegui fazer a reserva, que é gratuita. O tempo de permanência no mirante é de 30 minutos, mesmo se for lanchar na cafeteria que tem lá.

A vista é bonita e não tem muito o que se fazer além de fotos e parada para um lanche. Sendo assim, os 30 minutos são suficientes para o passeio ao mirante do SESC Avenida Paulista.

Do SESC Avenida Paulista, seguimos para a Casa das Rosas, um verdadeiro tesouro no meio de uma das avenidas mais movimentadas do mundo. A mansão de 1935 embeleza a cidade com seu estilo clássico francês e seu jardim de roseiras, inspirado no paisagismo do Palácio de Versalhes, na França. literária do nosso país. Com visitação gratuita, recebe cerca de 190 mil pessoas todos os anos. Além da importância cultural, carrega significado histórico e arquitetônico. É uma das poucas mansões que restou na Avenida Paulista e abriga a primeira biblioteca brasileira especializada em poesia.

Infelizmente o Museu, que funciona dentro da Casa das Rosas, está fechado para restauro, mas os jardins sempre abrigam exposições temporárias, como a que visitei, “Renascimento”, que surgiu da parceria entre o Museu da Imagem e o do Som e a Casa das Rosas, gerenciada pela Poiesis, ambas instituições da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo de São Paulo.

A instalação Renascimento, formada por 365 manequins, presta homenagem as vítimas da pandemia, aos profissionais de saúde e, ao mesmo tempo, celebra a vida. A exposição acontece no período em que o imóvel da Casa das Rosas passa por restauro, por esse motivo, as atividades do museu acontecem em seu jardim e pela internet.

Atravessando a Avenida Paulista, em frente a Casa das Rosas, encontramos a Japan House de São Paulo, um projeto desenvolvido pelo governo japonês para difundir elementos da cultura contemporânea do país e estimular o público de outras nações a ver o Japão de maneira diferenciada.

São Paulo foi escolhida para receber a primeira Japan House do mundo porque é a cidade com a maior concentração de japoneses e descendentes fora do Japão. E realmente, andando por São Paulo, vemos como é grande a representatividade da comunidade japonesa, como vemos tão presente no Bairro da Liberdade.

Com salas super minimalistas, os temas das exposições, em sua maioria, retratam a sustentabilidade e o meio ambiente. A principal exposição temporária que estava quando fui, foi a “Edo Glass – técnicas tradicionais de vidro”, contando sobre a produção de vidro no Japão e como isso gira a economia do país.

Após sair do Japan House, finalizei o dia de passeio pela Avenida Paulista. A Claudia e o Leandro indicaram um restaurante havaiano especializado em poke. Como eu amo, nem pensei duas vezes antes de topar ir conhecer com eles.

O Hi Pokee fica na Rua Augusta em um bequinho com uma entrada modesta, mas o restaurante é muito fofo e tem um poke delicioso. Amei a combinação com coco crocante, ficou perfeito e deu um toque especial ao prato. Amo misturar doce com salgado!

Para quem gosta de banoffe, nesse mesmo bequinho, funciona uma filial da Nanica. Dizem que é a melhor banoffe de São Paulo. Realmente o movimento é intenso e o lugar um charme.

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